Arquivo da categoria ‘mondo bizarro’

Altruísmo no séc. XXI

Março 7, 2008

Bom, vocês leram o meu post anterior, sobre o show do Iron Maiden, certo?

Nem preciso dizer que foi realmente emocionante ter a oportunidade de ver uma das bandas mais importantes da minha vida ao vivo, até agora tenho minhas dúvidas de que aquilo realmente aconteceu.

E sei que pra muita gente em Porto Alegre foi assim também.

Eu fiquei na pista, pulei, bati cabeça, fiz o chifrinho, cantei feito um louco… minhas pernas, minha coluna e minha garganta ainda dóem. Mais do que doíam ontem, na verdade.

Daí, navegando pelas comunidades do tipo “Iron Maiden Porto Alegre – eu fui!” do orkut, eu me deparo com um cara que registrou praticamente o show inteiro com a câmera digital (só faltaram Moonchild e Clairvoyant). O link pros vídeos é esse.

Então eu parei pra pensar. Correndo o risco de soar ingrato (o que não é verdade, achei ótimo o cara ter filmado pra que eu possa matar a saudade desse grande show), o que leva uma pessoa a fazer isso?

Não estou falando dos aspectos legais, claro. Mas o cara foi pro show com o pensamento de “vou abrir mão de aproveitar esse grande show para registrá-lo para que outras pessoas possam assistir depois.”

Definitivamente o pensamento é esse, porque ele abdica de pular – pra não tremer a câmera -, de cantar – pra não interferir no áudio do show, que é o que interessa pra ser captado, enfim, ele abre mão da oportunidade única que é, pra um portoalegrense, claro, assistir um show deste porte pra gravá-lo.

Isso é muito bizarro, pois nós vivemos numa sociedade que é, ao mesmo tempo, extremamente individualista e egoísta em determinados aspectos, mas também extremamente altruísta em outros.

O show do Iron não é um caso isolado. Eu já achei no You Tube filmagens perfeitamente estáticas do gol do Tinga na final da libertadores de 2006, ou seja: o cara estava lá, filmando e sequer comemorou o gol do título pra não comprometer a qualidade da sua filmagem – feita, saliente-se, em troca de nada além de comentários no You Tube, no orkut, etc.

Isso acontece também em outras áreas, geralmente ligadas ao entretenimento. Sites que fazem legendas pra séries e filmes pipocam por aí, alguns com um serviço de altíssima qualidade, superando inclusive legendas profissionais (vide as legendas dos boxes do Arquivo X, simplesmente péssimas)!

Eu legendei apenas um filme até hoje, o curta-metragem The Gamers, e foi uma experiência desgastante, cansativa e demorada. E o pessoal que legenda episódios semanais de Lost, por exemplo, em questão de horas, madrugada adentro, a troco de nada além de um comentário de “puxa, muito bom!”, “excelente legenda!”, etc.?

Eu sei que eu devia entender o porquê disso, afinal, também tenho minha parcela de colaboração com a Valinor. Mas, por algum motivo, acho isso absolutamente ilógico, no melhor estilo Sr. Spock.

Loucos, eu digo. Completamente loucos. Mas bem que a gente poderia ter mais loucos desse tipo por aí. As coisas seriam bem melhores.

Pra finalizar, um vídeo do show do Iron aqui em Porto Alegre, filmado com uma câmera digital. É a Wasted Years, que teve aquele momento inusitado do Bruce Dickinson falando com a mãe dele num celular (que eu descobri que aquilo não estava no roteiro do show, foi puro acaso).

Segredos de um casamento vitorioso

Março 3, 2008

Sobre Sweeney Todd e outros com o mesmo M.O.

Fevereiro 19, 2008
Ontem fui assistir Sweeney Todd no cinema, depois de ter passado um tempo só vendo filmes em casa.

Antes de falar do filme, um breve desabafo. Um tempo atrás, postei aqui sobre o péssimo comportamento das pessoas nas salas de cinema de Porto Alegre. Ontem tive a oportunidade de descobrir que nada mudou.

Gente conversando alto, barulho de saco de comida, um mal educado do caralho que levantou e foi embora no meio da sessão e deixou a porta aberta iluminando a sala… puxa, será que dói ser educado?

A dona Jane e o seu Pedro sempre me educaram a ficar em silêncio e respeitar o ingresso que o cara que tá do meu lado pagou e eu não consigo admitir que uma coisa tão simples quanto essa seja tão difícil de se fazer. Pô, se quer conversar, pra que pagar R$ 9,00 pra ir ao cinema?

Mas voltando ao filme. Bom, diferente de muitos alienados (me impressiono com a quantidade de pessoas que vai ao cinema sem sequer saber qual o gênero do filme!), já fui sabendo que era um musical.

E adorei. A fotografia é espetacular, a história, as canções… a fúria do Johnny Depp na música inicial é foda. Go, Johnny, go go!

Umas coisinhas pequenas me incomodaram, aliás. Mas não o suficiente pra deixar o filme menos espetacular. Por exemplo… na Inglaterra é normal as pessoas se referirem às outras apenas pela inicial do nome, ou seja, em vez de falarem Mr. Todd, falavam Mr. T. O problema é que, toda vez que falavam Mr. T, eu, automaticamente, lembrava do Mr. T original (ó a pinta do negão aí do lado). Eu pensei “pô, eles podiam usar a inicial do primeiro nome pra não ficar essa ligação…”, até que eu me dei conta que Mr. Ass seria muito pior.

Uma outra coisinha que eu teria feito diferente… tem uma hora que o Mr. T tá convencendo o Bamford a fazer a barba pra ficar mais encantador pras mulheres. Nessa hora eu gostaria de ter ouvido o Mr. T falar um “or, perhaps, a boy?”. Seria absurdos foda.

Uma coisa polêmica sobre a edição nacional do filme. Eu curti, a minha Dani, não. As legendas não correspondem fielmente o que é cantado pelos personagens. Elas têm o mesmo sentido, mas não são precisas. Porque elas rimam.

Mas essa lenda é bizarra, até porque toda lenda tem um fundo de verdade, ou seja, eu tomo a lenda do barbeiro da rua Fleet como tendo elementos que realmente aconteceram. O bizarro é que essa mesma história, com algumas modificações, ocorreram, no mesmo lapso temporal (com imprecisão de uns anos a mais e uns anos a menos) na França, com o barbeiro da rue de la Harpe, em Paris e aqui em Porto Alegre, com o famoso caso do açougue que vendia lingüiça de carne humana na rua do Arvoredo.

Como eu não conheço nada da lenda da rue de la Harpe, vou me limitar a comentar sobre os crimes da rua do Arvoredo, que eu conheço mais ou menos bem.

Em 1864, um cara chamado José Ramos e sua companheira Catarina Paulsen, possuíam um açougue muito famoso e que vendia lingüiças mais famosas ainda. “Parece carne de porco, mas é um pouquinho mais doce”, diziam uns. E o sucesso do açougue subia na mesma proporção que pessoas da vizinhança desapareciam.

Existem diversas versões que contam como descobriram que a tal da lingüiça era feita de carne humana, mas a mais famosa é que a ponta de um dedo mal moída foi encontrada dentro de um pedaço suculento (ironicamente é a mesma coisa que acontece no filme), daí para o descobrimento de um tonel com ácido e esqueletos humanos semi derretidos foi um pulo.

A coisa se dava da seguinte forma: a Catarina, gostosona e facinha, atraía os caras pra sua casa e o José os matava e fazia lingüiça da carne deles. Até hoje não se tem provas concretas de que isso realmente tenha acontecido, mas o processo existe, tá lá, guardadinho no arquivo do fórum. O bizarro é que esse processo tem folhas faltando, folhas que, segundo dizem, conteríam indícios sobre a veracidade de tudo isso.

Existem dois livros sobre o assunto. Um com maior acuidade histórica, O maior crime da terra, do Décio Freitas e outro, mais romanceado, chamado Canibais: paixão e morte na rua do Arvoredo, do David Coimbra. Eu li esse segundo e é beeeeeeem legal.

Só a título de curiosidade: a rua do Arvoredo foi renomeada pra rua Coronel Fernando Machado e, a partir das indicações que o David Coimbra faz no livro dele, podemos especular que a localização do tal açougue seja mais ou menos onde o mapinha aí aponta:

Exibir mapa ampliado

Dexter porto-alegrense

Dezembro 20, 2007
Antes de mais nada, assista o vídeo abaixo.

Pronto?

Ótimo.

Nesse mês de dezembro a polícia tem encontrado corpos esquartejados boiando no rio (que na verdade é lago) Guaíba aqui em Porto Alegre. Tem se feito ligação entre esses assassinatos e outros, ocorridos no ano passado e retrasado.

O bizarro é que o modus operandi é bem parecido com o do Bay Harbor Butcher, só que sem tanto capricho, óbvio. O código do Harry deve ser mais rígido que o código do Jão. Também não se fez nenhuma conexão entre as vítimas pra tentar estabelecer um perfil.

Excelente, além de petistas e gremistas, agora temos um serial killer. What’s next?

Coisas bizarras na internet

Novembro 30, 2007

Esse é um post sobre nada. Só colando htmls de quizzes bizarros que achei por aí.

79%

136,857 People

$3940.00The Cadaver Calculator – Find out how much your body is worth.

75% Geek

0%How Addicted to Apple Are You?

Sinceramente: fiquei orgulhoso de mim mesmo. Vou me recompensar com chocolate :P

Cthulhu fhtagn!

Setembro 4, 2007

Semana passada eu tive que viajar a mando do escritório. Passei três dias na cidadezinha de Três Passos, aqui no RS, perto da fronteira com a Argentina.

É uma cidade bem legal, pequenininha, pacata… pra tu ter uma idéia, na segunda feira rolou um buzinaço pra comemorar a primeira volta da terceira rota de ônibus da cidade!

Ok, eu falei que eu fui a trabalho, né? Mas na verdade trabalhei bem pouco. Passei a maior parte do tempo de bobeira, esperando umas cópias ficarem prontas. Cheguei cogitar ir até um freeshop na fronteira, mas, quando me disseram que não tinha nenhum que prestasse, desisti.

Aí eu aproveitei pra conhecer a cidade. Eu achei estranho o fato da cidade ter tantas, mas tantas locadoras gigantes (contei umas 10, pelo menos).

E nessas bandas eu acabei topando com uma loja cheia de tranqueiras, livros velhos e coisas mais velhas ainda.

Eu olhei praquilo e pensei “hmmm, livros!”

Mandando minha alergia às favas, entrei na loja e comecei a revirar. Tinha algo em torno de um bilhão de Sabrinas, um trilhão de Playboys e umas duas grosas de Turma da Mônica.

Bem blearghs.

Aí eu vi um livro estranho, colorido, na prateleira.

Puxei.

Era um livro importado com regras de live action pra Call of Cthulhu. “WTF???”, pensei.

Três Passos é do tamanho de um cú, não tem porra nenhuma lá e… cato um livro importado de LARP Call of Cthulhu??

Daí eu comecei a pensar em como aquele livro tinha parado lá naquele lugar.

Tentei imaginar onde ele foi comprado, por quantas mãos passou antes de chegar ali… daí comecei a ficar com medo e parei com isso.

Ah, comprei o livro. Foi uma barbada. Tenho tido pesadelos com lugares gélidos e longínquos desde então, mas isso é detalhe.

A educação de outrora…

Agosto 22, 2007

Li numa sentada ontem o “Manual de civilidade destinado às meninas para uso nas escolas” do Pierre Louÿs.

O livro foi escrito em 1917, parodiando a rígida educação que as meninas recebiam na Belle Époque. Ok, o livro é uma pornografia pura, mas é engraçadíssimo.

Seguem os highlights. Mas fique avisado: é pesado o negócio heehe.

NO TRABALHO

Quando tiver se servido de uma banana para divertir-se sozinha ou para fazer gozar a camareira, não recoloque a banan na fruteira sem tê-la limpado cuidadosamente.

À MESA

Não faça ir e vir um aspargo em sua boca observando com languidez o jovem que você quer seduzir.

Se você masturbar seu vizinho em seu guardanapo, faça-o tão discretamente que ninguém o perceba.

JOGOS E RECREAÇÕES

No jogo da verdade, se estiver de joelhos diante de um jovem, não lhe chupe o pinto, você não poderia responder as perguntas do jogo.

Se brincar de “puta” com alguns meninos, não tome emprestado vinte e cinco chatos à filha do jardineiro para fazer uma autêntica boceta de puta.

Ao brincar de esconde-esconde, se você encontrar só com uma menina num esconderijo impenetrável, masturbe sua companheira; é o costume. E se ela se fizer de tímida, masturbe-se diante dela para encorajá-la.

NA SALA DE AULA

Quando você tiver acabado de se masturbar sob o púlpito, não enxugue seu dedo molhado nos cabelos de sua vizinha, a menos que ela o peça.

Se sua professora a conduz ao quarto dela e toma-a em seus braços com uma perturbação extrema, levante suas saias sem afetação e guie a mão hesitante dela. Isso aliviará a professora de um grande peso.

PRESENTES

O mais belo presente que uma menina pode ofertar é uma virgindade. Como a da frente só pode ser dada uma vez, dê cem vezes a de trás e você fará cem cortesias.

NO BAILE

Todo dançarino que põe a pica em sua mão entende dar a essa galanteria um caráter confidencial. Não chame todo mundo para mostrar o que você está segurando.

Quando um senhor, atrás deum móvel, ejacula em sua mão, é melhor chupar os dedos do que pedir um guardanapo.

NA IGREJA

Se você chupar um senhor antes de ir comungar, evite engolir a porra: você não estaria mais em jejum, como deve estar.

Não se masturbe no confessionário para ser absolvida imediatamente após.

Se o seu diretor espiritual adquire o hábito de fodê-la, enrabá-la ou gozar em sua boca, antes de absolvê-la disso e do resto, conserve-o como amante se você o achar bonito, mas escolha um outro confessor. Do ponto de vista canônico, o primeiro é insuficiente.

NA RUA

Dar dez centavos a um pobre porque ele não tem pão, está certo; entretanto, chupar-lhe o pinto porque ele não tem amante, seria exagero: de maneira nenhuma se é obrigado a fazer isso.

Numa multidão compacta, se uma mão misteriosa vem apalpar-lhe a bunda, afaste francamente as coxas para facilitar as coisas.

Não chupe os senhores nos mictórios antes de uma hora da manhã.

NAS LOJAS

Se faltar um pouco de dinheiro para pagar sua compra, não proponha ao comerciante chupá-lo pela diferença, sobretudo se a mulher dele a escuta.

NA PRAIA

Tanto quanto possível, não se feche com um senhor em sua cabine de banho. Entre, antes, com uma menina que a masturbará tão bem quanto, quiçá melhor, e não a comprometerá.

Se escrever obscenidades nas paredes de sua cabine, não as assine com o nome da senhora que a precedeu.

NO CAMPO

Não faça anunciar pelo tambor da comuna que você perdeu a virgindade. O homem que a encontrou não a devolverá.

Não masturbe sete ou oito jovens camponeses num copo para beber a porra com açúcar. Isso daria a você má reputação na região.

DEVERES PARA COM SEU PAI

Se você se sentar sobre a coxa do senhor seu pai, não roce o rabo no pau dele para fazê-lo entesar, a menos que você esteja sozinha com ele.

Se o senhor seu pai roga-lhe para chupá-lo, não diga de modo estouvado que sua pica cheira à boceta da empregada. Ele poderia perguntar-se como é possível que você reconheceria esse odor em questão.

DEVERES PARA COM SUA MÃE

Não se ofereça à sua mãe para desempenhar um papel, por menor que seja, em suas volúpias conjugais. Espere que ela o proponha.

DEVERES PARA COM SEU IRMÃO

Nada é mais cruel do que uma menina que vê seu irmão entesar e nada faz para aliviá-lo.

Masturbe seu irmão na cama; mas não na sua. Isso a comprometeria.

Quando você acabar de chupar seu irmão não cuspa a porra no rosto de sua professora. Se ela fosse queixar-se, isso provocaria um qüiproquó.

DEVERES PARA COM SUA IRMÃ

Os dias em que sua irmã não vê nem seu amante, nem sua tríbade, meta-lhe polidamente a mão sob as saias e pergunte-lhe se ela quer satisfazer-se com você.

Se ela disser que prefere masturbar-se sozinha, retire-se discretamente.

Que amor, né? Eu nunca mais vou ouvir uma velha falar “Porque no meu tempo…” e não lembrar desse livro.

616, 666, 665 e Alan Moore

Março 14, 2007

Eu tava pesquisando por aí sobre o motivo pelo qual o Alan Moore inventou aquela história de Marvel 616 como sendo o crème de la crème das histórias em quadrinhos.

Que diabos seria isso? Que diabos???

Bom, nessa pesquisa eu descobri um monte de coisa legal. Ou nem tanto assim, nada de mais pra falar a verdade.

Segundo o genro do cabeludo, 616 foi um número aleatório, se referindo às diversas terras citadas nas HQ’s (Terra-1, Terra-2, etc.).

Será? Pra mim não.

Alguns fãs mais “não me contento com churumelas” foram atrás e surgiram com uma especulação bem mais interessante – um tanto viajandona, mas mesmo assim interessante.

Em 2005, veio a público que um fragmento da versão original do Livro das Revelações (popularmente conhecido como o Apocalipse da Bíblia) relatava o número da Besta como não sendo 666, mas 616. Isso ligado ao fato de que Alan Moore era um doente mental fanático por ocultismo, bruxaria e coisas do tipo, era perfeitamente plausível que ele soubesse disso e o número 616 fosse proveniente daí.

Mas afinal, que diabos isso significa? Esse lance de 665, 666, 616 e o escambau?

Ok, vou poupar vocês e não vou repetir tudo aquilo que já se sabe. Do número do Anticristo, da música do Iron Maiden que cita a passagem da Bíblia, religião e tal. Vamos ao que interessa: o 666 era um código pra falarem mal dos outros sem que ninguém percebesse. Basicamente
666 = filho da puta.

Nos tempos do rascunho da Bíblia (tanto literal quanto hiperbolicamente falando), tanto os judeus quanto os católicos da época eram perseguidos pelos imperadores, então eles se valiam da numerologia pra passar mensagens secretas uns pros outros. Para isso eles usavam da gematria dos hebreus, onde para cada letra havia um número correspondente.

Em Hebraico, Nero Caesar se escrevia נרון קסר (Neron Kaiser). Desmontando essas palavras aí pra somar os valores de cada letra se chega a:

Se tu considerar o nome não como Neron, mas como Nero (removendo o נ do final), daria 616, o que explica essa variação. Nisso eu encontrei uma coisa bizarra, um papa chamado Sixtus III (ou seja, 3 Seis).

Na verdade isso é tudo uma grande putaria. Tem teólogo grego achando 666 até no nome da mãe dele.

Enfim, isso é tudo pra ilustrar que eu estou louco pra assistir o Number 23!!

Inovando, ando, ando….

Fevereiro 12, 2007

Sabe, quando o assunto é criatividade, existe uma regra universal de algo que não consigo definir agora por causa da dor de cabeça desgraçada que assola a minha mente:

1. Se tu é o primeiro a fazer, tu é inovador.
2. Se tu é o que faz depois desse, é um copião.
3. Se tu é o que faz depois desse, tá seguindo uma nova tendência.
4. Se tu é o que faz depois desse, tá só fazendo as coisas da forma como devem ser feitas.
5. Se tu é o que faz depois desse, tu não é nada além de um picareta.
6. Se tu é o que faz depois desse, tu é old school.

É claro que isso é muito relativo. Pode existir um grande lapso de tempo entre eles ou podem existir várias pessoas que se enquadrem em uma mesma categoria ao mesmo tempo. Também é relativo pelo ponto de vista da pessoa que vê o que tu fez. Tu pode ser a nona pessoa a fazer algo, mas se o teu foi o primeiro a ser visto, tu é o inovador, mas se o teu for o segundo, tu é um copião.

Da frigideira para o fogo!

Dezembro 9, 2006

Acho que pouca gente sabe que, há quase 2 anos atrás, uma prima minha morreu num acidente de carro causado por um piá bêbado e sem carteira.

Ela é a bem do meio, de blusa floreada. Na verdade o acidente aconteceu na saída dessa festa aí mesmo, e essas cinco pessoas estavam no carro. Além da Paula, as outras duas pessoas abraçadas nela também morreram nesse acidente.

Daí vem toda aquela campanha de “bebeu? pega um táxi” e o escambau.

Então.

Um tempo atrás saiu na Zero Hora (jornal daqui de Porto Alegre) uma reportagem denunciando taxistas que, na noite, ficam nos postos de gasolina tomando trago e fumando maconha.

E aí? O que o cara vai fazer?

O cara sai na noite, toma uns goró e, se quer voltar pra casa tranquilo, prefere pegar um táxi. E daí o taxista tá bebum e chapado? Que bosta é essa?