Até a metade do livro eu meio que enrolei, amarrei, porque era tão igual à série que nem dava vontade de ler. Tipo “been there, done that, bought the t-shirt”, sabe?
Daí chegou num ponto onde WOW. Tudo mudou.
E o “tudo” mudou quando o Dexter fala que, quando ele tá fazendo “tu sabe o quê”, ele é dominado pelo monstro na cabeça dele, o Dark Passenger (que, na série, só é mencionado na segunda temporada), enquanto o Dexter em si fica de lado ou, como ele mesmo fala, “darkly dreaming”.
Isso é simplesmente FODA, ainda mais dentro do contexto do livro, porque o Ice truck killer é MUITO parecido com ele, a ponto de despertar essa suspeita na Laguerta e na Deborah.
E mais: como o Dexter fica “darkly dreaming” enquanto o Dark Passenger atua, ele mesmo começa a desconfiar de que ele seja o Ice truck killer e não saiba!
How cool is that?
Isso sem falar nas conseqüências que isso traz e reflete na segunda temporada da série, que muita gente não curtiu, naquele lance do Dexter não estar mais conseguindo matar, os sentimentos que despertam, etc. Isso tudo está relacionado com ele, o Dark Passenger e o seqüestro da Deborah no livro, que é TOTALMENTE diferente da série.
No mais, o livro e a série são muito parecidos em relação ao tom, ao clima, etc. Vale MUITO a pena, pra quem lê em inglês.
Ah, e, no livro, uma personagem CHAVE da série morre! Hhohohoho!