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Hello world!
Maio 26, 2008 por FabianoLife in hell
Maio 24, 2008 por FabianoÉ sobre aqueles coelhos que volta e meia fazem ponta nos Simpsons e no Futurama, dando lições sobre a vida, o universo e tudo o mais.
Bom, simplesmente surtei. É genial.
Navegando pela internet, descobri mais sobre eles. O nome da série é Life in Hell e foi criada antes dos Simpsons. Na verdade Os Simpsons só foram criados porque o Matt Groening, quando foi contratado pra fazer animações pro Tracy Ullman Show, não quis usar o Life in Hell por medo de perder os direitos sobre a série.
Irônico, hein?
O Groening produzia e vendia a revista por conta própria, em uma esquina de uma zona punk de Los Angeles e a intenção dele era mostrar pros amigos de fora o retrato da vida em L.A.
Bem, mas vamos ao que importa.
Eu estou simplesmente viciado nisso e comecei a traduzir umas tirinhas. Vou postando elas aos poucos aqui no blog, sempre que der na telha ou não tiver nada melhor pra dizer.
Mas antes da tirinha de apresentação, vou falar um pouco dos principais personagens.
Binky: É o protagonista da série. É um coelho amargo, depressivo e alienado. Ou seja: É o típico morador de Los Angeles na visão do Matt Groening.
Sheba: É a namorada do Binky. Eles se conheceram enquanto Bink comia um sanduíche do amor. As coisas começaram a se engrenar durante uma xícara de café.
Bongo: É o filho ilegítimo do Binky, entregue pela Hulga que o deixou na soleira da porta, tocou a campainha e fugiu. Bongo é “limitado” e tem baixa auto-estima por ter apenas uma orelha.
Akbar e Jeff: Irmãos gêmeos idênticos gays e amantes. Eles já administraram diversos tipos de negócios no decorrer dos anos, mas nenhum fez muito sucesso.
Gooey, Screwy e Ratatouille: São os sobrinhos de Akbar e Jeff. A tia Zooey os enviou para visitar os tios.
E agora, a tirinha de apresentação de Life in Hell!
A Invasora
Maio 24, 2008 por Fabiano*freada brusca e batida*
Tudo está bem, até que Sarah sofre um acidente de automóvel que é fatal para o seu marido e para o motorista do outro carro.
Mas a vida continua para Sarah. Bastante desiludida, praticamente perdeu interesse no filho que carrega. Tanto é que no dia anterior ao estipulado para o parto, não tinha sequer dado um nome para a criança.
Após ser deixada em casa por sua mãe, Sarah prepara-se para passar a última noite como grávida – a véspera de Natal – sozinha.
Que dramalhão, hein? Pois está errado.
A Invasora é um terror/exploitation/splatter/gore/slasher da melhor qualidade. Nos remonta a uma época em que o cinema era mais simples, quando tudo o que precisávamos para sermos felizes era um cenário simples, um psicopata e alguns galões de sangue.
A Invasora tem tudo isso e muito mais.
Os termos “parede lavada de sangue”, “cabeça explodindo”, “tesourada no saco”, “lança-chamas improvisado” e “(terrível demais para digitar)” fazem com que um sorriso brote em seu rosto?
Então A Invasora é o filme para ti.
Esses termos fazem com que tu se contorça de asco e nojo?
Então vá à merda e alugue uma comédia romântica.
Mesmo blog, novo nome
Maio 17, 2008 por Fabiano
Mas… desisti. Futricando na versão grátis do WordPress, descobri que ele é bem limitado em relação ao meu bom e velho blogger classic, que aguenta qualquer tranco e coisa que eu invento.
Ok, se eu colocasse o WordPress num servidor próprio, a coisa seria diferente, eu poderia fazer qualquer coisa com o blog. Mas não é o caso. Não quero pagar pra manter o meu blog no ar.
Na verdade isso foi um tanto frustrante. Tanta gente migrou do blogger pro WordPress por causa das funcionalidades, dos gadgets, widgets, etc. Mas quando eu fui migrar o meu blog, descobri que nenhum dos meus gadgets funcionaria lá.
Por exemplo, esse badge do twitter. Não funciona no WordPress gratuito. Nem a minha mixwit ali do lado (a fitinha k-7).
Isso sem falar no stress de divulgar a nova url, o novo feed, etc. Então, WordPress, seja feliz sem mim, pois eu não irei abandonar meu blogger classic velho de guerra.
Ah, mas quando eu fiz o blog novo, eu testei um nome diferente. Mais curto, em português… e gostei tanto que resolvi migrá-lo do WordPress pro blogger classic, hehehee.
Mais dois filmes de zumbi…
Maio 11, 2008 por Fabiano
Well, well, well, por onde começar?
“Teoricamente”, Diário dos Mortos mostra eventos paralelos ao cerco à casa-refúgio do filme A Noite dos Mortos-vivos.
“Teoricamente”, entre aspas mesmo. Porque A Noite dos Mortos-vivos se passa em 1968. E em Diário dos Mortos existem laptops, youtube, celulares 3G e câmeras digitais.
Além desse anacronismo o filme é muito ruim. Ok, não é “Terra dos Mortos” ruim, mas é muito ruim.
É mais um daqueles filmezinhos a la [REC], Cloverfield, Bruxa de Blair, Holocausto Canibal, etc. em que o câmera é um personagem do filme que resolve filmar tudo.
O cara encarna bem esse lance de “doença por registrar acontecimentos” que anda contagiando o povo por aí. “Link pro vídeo ou não existiu” é o mote do filme. Com o apocalipse zumbi, a blogosfera está fervilhando de vídeos e depoimentos sobre os mortos que levantam e saem por aí comendo pessoas. Mas tudo no filme é tão ruim que não dá nem pra divertir o “vivente”. É muito ruim MESMO, chega a não valer o download ilegal.
É uma pena, mas parece que o George Romero tá com o mesmo problema do xará dele, o George Lucas. Os dois começaram muito bem mas, depois de velhos gagás, resolveram estragar a obra prima que tanto batalharam e que tanto nos encantou com o passar dos anos.
Outro filminho meia boca de zumbis é o Zombie Strippers. Já falei dele aqui. O filme é com a ex-pornstar Jenna Jameson e o ex-Freddy Krueger Robert Englund.
Sabe, o filme começa surpreendentemente bem, apesar dos diálogos absolutamente desnecessários. A direção é caprichosa, a maquiagem é bem legal… enfim, ele diverte e rende boas risadas (é uma comédia).
A base da história é a seguinte: George Bush, cumprindo seu quarto mandato como presidente dos EUA, está com problemas. Depois de ter invadido a Ásia e a Europa inteira, está ficando sem soldados.
Então um grupo de cientistas desenvolve uma fórmula que reanima os tecidos mortos e devolve os impulsos ao cérebro, colocando os cadáveres em um estado de “quase vida”.
Nesse stripclub ele morde a Kat (Jenna Jameson), numa das cenas de ataque zumbi mais foda de todos os tempos. Diferente dos outros filmes de zumbi, em Zombie Strippers os mortos vivos não ficam retardados, eles mantêm mais ou menos o mesmo nível intelectual que tinham antes.
Só que eles ganham um “mojo from hell”. A Kat zumbi volta a dançar e detona. Os caras da platéia enlouquecem. E ela morde uma colega, que também vira zumbi. E também detona na hora do strip. E assim vai, sucessivamente. As zumbis fazem um puta sucesso no clube, ninguém mais quer saber das strippers vivas.
E assim o filme vai indo, com umas piadinhas legais, umas cenas beeeeeeeeem gore, peitos aqui, bundas ali… até que o diretor decide: “vou cagar esse filme”. Por algum motivo, a Kat e uma outra zumbi ganham poderes sobrenaturais. Super força, super velocidade… a Kat fuzila a outra zumbi com bolas de sinuca e ping pong. Usando pompoir.
Mas mesmo assim o filme vale o download ilegal. Tem uma cena particular que é bem engraçada. Quando o Z-Squad invade o stripclub, encontram numa sala um casal que estava se protegendo dos zumbis. Como os zumbis falam e tudo o mais, o soldado manda o cara provar que não é um zumbi dizendo algo “humano”.
Ele fala “A vingança é um prato que se come frio… não, droga, isso não é humano, é klingon!”
Meia Palavra e mais um podcast Valinor
Maio 8, 2008 por Fabiano
Faltam lugares legais na Internet. Tem muito site bonito, estiloso e tal mas que parece que são escritos por pirralhos de 15 anos (e muitas vezes são!).
Liderados pela Anica, a.k.a. mulher do Deriel, o pessoal do forum Meia Palavra criou um blog (e futuro site), onde o pessoal posta coisas que requerem um neurônio ou dois a mais pra ler.
Não que sejam textos hiper complexos e filosóficos. São textos sobre coisas que a gente gosta, livros, filmes, músicas, HQs. Mas sem aqueles chavões que acabam se tornando populares em sites e blogs da moda.
Espero encontrar vocês lá, até porque eu sou um dos colunistas e, ei, o que eu postarei lá, não será postado aqui, então…
Aproveito também pra divulgar aqui o lançamento do segundo Podcast Valinor! Nessa segunda edição, falamos sobre os fãs de Tolkien, como o fandom começou, a evolução, para onde vamos e tudo o mais! Ah, e ao final, tem uma aulinha básica de pronúncia élfica! Imperdível!
Os termos falados na aula de pronúncia são:
Sére – Paz
Saitamo, ma sucin nén? – Professor, posso beber água?
Na valina elyë, aurë meldassë, rimba alassë, rimbi yéni cuilessë – Parabéns a você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida
Inyë tye-méla – Eu te amo
Ma melilye ni? – Você gosta de mim?
Mallo técalyë? – De onde teclas?
Umin hanyalyë – Eu não entendo você
Aiya – Saudações, salve
Anar kaluva tielyanna – Que o sol brilhe sobre seu caminho
Merin sa haryalyë alassë – Desejo que você tenha felicidade
Almarë – Tudo de bom
Mára aurë – Bom dia
Elen síla lúmenn’ omentielvo – Uma estrela brilha sobre a hora de nosso encontro
Confessions of a Dangerous Stereo by Fabiano Neme
Maio 6, 2008 por Fabiano
Mas eu definitivamente tenho um ótimo gosto pra tudo. Tudo mesmo.
Então fiz uma fitinha aí com umas músicas que considero batuta para vosso deleite. É só dar play.
Track list:
Lado A:
1. Lynyrd Skynyrd – Free bird
2. Jethro Tull – Cross-eyed mary
3. The Rolling Stones – Sympathy for the Devil
4. Led Zeppelin – Since I’ve been loving you
5. Screaming Jay Hawkins – I put a spell on you
6. Johnny Cash – Folsom Prison Blues
Lado B:
1. AC/DC – Back in black
2. Dirty Mac – Yer blues
3. Cream – Sunshine of your love
4. The Beatles – Helter Skelter
5. David Bowie – Rock ‘n’ roll suicide
6. The Doors – Riders on the storm
O fim da touca verde
Maio 5, 2008 por Fabiano
Da grandeza que o Internacional adquiriu nos últimos anos não cabe contestação alguma. Enfileiramos os títulos mais importantes, despachamos, com um drible, o poderoso Barcelona e andamos de bicicleta enquanto batemos a grande Internazionale.
Mas o Inter carregava consigo uma touca, uma maldição: o Juventude, um time da serra gaúcha que teimava em ganhar do Inter.
A touca começou em 1998, quando o Juventude sagrou-se pela primeira vez campeão gaúcho ao empatar com o Inter no Beira-rio. Estava quebrada uma tradição de décadas em que o título gaúcho era vencido apenas pelo Internacional ou pelo Grêmio.
Em 1999, a touca verde foi enterrada na cabeça do Colorado. No segundo jogo das semi-finais da Copa do Brasil, em pleno Beira-rio, o Juventude aplicou a goleada histórica de 4×0 em cima do Internacional.
Desde então, a vida do torcedor colorado se tornou um inferno. Independente dos times que batesse, das goleadas que aplicasse, dos títulos que conquistasse, lá vinha o Juventude e estragava com a festa colorada.
Nesse gauchão mesmo, o único time que bateu o Internacional foi o juventude. Até ontem, haviam sido 3 vitórias em 3 partidas. 5 gols marcados e nenhum sofrido. A ironia juventudista é tanta que no primeiro jogo da final, o gol foi marcado aos 48 minutos do segundo tempo.
Mas chega uma hora que não dá mais. E a hora foi ontem, o dia da finalíssima do campeonato gaúcho de 2008.
Embalado não só pela vitória no primeiro jogo mas também pela tradição de touca do Internacional, o Juventude se postou em campo malandrinho demais. Quebrando protocolos, cheios de pompa. Como todos bons perdedores.
No primeiro tempo, massacre: 4×0 pro Internacional, título mais que conquistado. O Juventude não viu nada do jogo. Estava atordoado. Massacrado. Destroçado.
Mas ainda não estava devidamente humilhado.
A tendência natural de um time que, nos primeiros 45 minutos, garante de forma definitiva a vantagem, é de recuar. Mas não. O Inter não queria só conquistar o título. Queria massacrar o Juventude. Queria fazer com que o torcedor do Juventude se arrependesse de todas as vezes que riu do colorado.
E assim foi. Com direito a hat trick do capitão Fernandão, o Inter, aos 44 minutos do segundo tempo, esmagava o Juventude por 7×1.
Quando veio o golpe final. Cheguei a chamar de golpe de misericórdia, mas deletei e mudei, porque de misericordioso não teve nada. Foi a decretação da humilhação do Juventude. Andrezinho ingressa na área e o zagueiro truculento do Juventude entra com tudo no meio dele.
Pênalti.
Andrezinho se posiciona para a cobrança quando a torcida começa a gritar o nome do goleiro Clemer. O goleirão do Inter atravessa o campo e toma o lugar do Andrezinho para a cobrança.
O Clemer não é batedor de pênalti. Fez um gol há muitos anos atrás, quando ainda jogava pela Portuguesa. Mas naquele final de tarde festivo, ele se prontificou.
Ora, quem não sabe bater pênalti é aquela coisa: fecha os olhos e dá um bico no meio do gol. Mas não. O Inter queria colocar o Juventude no seu lugar de uma vez por todas. Clemer caminha em direção à bola e mal toca nela que vai lenta, macia e alta, enquanto o goleiro juventudino cai, desolado.
Foi o tapa na cara final. O tapa na cara daqueles que mais riram da cara do grande Sport Club Internacional. O tapa na cara daqueles que passarão 2008 (e tomara que muitos anos mais) na segunda divisão. Agora sim, o Juventude, além de estar atordoado, massacrado e destroçado, estava devidamente humilhado.
A touca de 10 anos foi rasgada.
CALAFRIO Parte I: Filmes de psicopata
Abril 26, 2008 por Fabiano
Este é o primeiro post de uma trilogia sobre a história do Terror.
Ver filme de terror faz bem. Muito bem. É sensacional ver teens aterrorizadas correndo, rasgando suas roupas em galhos de árvores, só para serem surpreendidas com o psicopata lento na frente delas com um machete.
Este é o tema do documentário Going to pieces: The rise and fall of the slasher film. Ele fala sobre exatamente isso. A ascensão e queda dos filmes de psicopata.
O documentário inicia com a evolução histórica do gênero, saindo do estranho Peeping Tom, passando pelo inesquecível Norman Bates até culminar naquele que serviria como modelo para tantos outros filmes que vieram depois: Michael Myers.
Também é feito uma outra evolução histórica, a evolução daquilo que mete medo nas pessoas. Nos anos 50, com o início da corrida espacial, o medo supremo vinha do espaço. Criaturas verdes (que depois ficou provado que eram cinza), vindas de Marte ou outro planeta, para nos conquistar, destruir, sodomizar, etc.
Depois, lá pelos anos 60, com toda aquela mitologia em volta do lixo radioativo, vieram os filmes de formigas, crocodilos, poodles e outros bichos gigantes. Então, nos anos 70 pós-vietnã, se descobriu a nova fonte de medo: o ser humano. Daí foi um passo até colocarem uma máscara para tornar o Michael Myers um anônimo qualquer, representando o vizinho, o “average joe”, para que os filmes de psicopata tomassem de assalto os cinemas dos EUA.
Daí, com depoimentos de pessoas do quilate de John Carpenter (um dia escrevo só sobre ele aqui) e Wes Craven, fazem um passeio pela história dos psicopatas cinematográficos, detalhando a história do Jason Voorhees, Freddy Krueger, o assassino do Prom Night e tantos outros.
Um dos pontos altos do documentário é a entrevista com a Betsy Palmer, a atriz que interpretou a mãe do Jason no primeiro Sexta-feira 13. Ela cria, ali na hora, um background absurdamente foda pra Pamela Voorhees, motivando os atos dela e tudo mais. É realmente impressionante.
Outro momento bem legal é a entrevista do Wes Craven, onde ele comenta sobre o final do primeiro A Hora do Pesadelo. Eles tinham filmado três finais diferentes pro filme, mas ninguém estava plenamente satisfeito com nenhum. Um dos finais mostrava a guria entrando no conversível e a capota do carro, igual à blusa do Krueger, se fechando e o carro saindo descontrolado. O outro final mostrava a mãe, abanando da varanda e a mão do Krueger puxando ela pra dentro. E o terceiro final mostrava tudo bem, tudo bonito, e as guriazinhas pulando corda e cantando a música do Freddy. Daí o Wes Craven falou: “E se nós usarmos os três?” Todo mundo fez “Booooooooooooooooooh!”.
E foi o que fizeram.
Depois, fazem um apanhado dos representantes do gênero de menor expressão, como a Noite das brincadeiras mortais, o Dia dos namorados macabro e o genial Parabéns para mim. Ah, falando nesses filmes, eles fazem uma piada interessante, porque a base do filme de psicopata era “ok, vamos pegar um feriado e transformar o símbolo desse feriado num assassino.”
Até que eles acabaram todos os feriados. O grande questionamento passou a ser “Ok, e agora? Não temos mais nenhum dia para filmar!”, até que um sugeriu “Que tal o aniversário?”. Daí saiu o Parabéns para mim, que tem aquela cena final sinistríssima, da guria cantando parabéns na mesa com um monte de cadáver com ela.
Então, como toda fonte que é sugada além da conta, os filmes de psicopata começaram a murchar. Repetições, seqüências ridículas e remakes começaram a brotar. O Jason morreu mil vezes e morrerá mil mais. Assim como Michael Myers.
Sabe por quê? Porque enquanto houver uma adolescente para correr pelo mato rasgando a roupa em galhos em alguma data comemorativa, haverá sempre um psicopata para persegui-la.
Darkly Dreaming Dexter
Abril 23, 2008 por FabianoAté a metade do livro eu meio que enrolei, amarrei, porque era tão igual à série que nem dava vontade de ler. Tipo “been there, done that, bought the t-shirt”, sabe?
Daí chegou num ponto onde WOW. Tudo mudou.
E o “tudo” mudou quando o Dexter fala que, quando ele tá fazendo “tu sabe o quê”, ele é dominado pelo monstro na cabeça dele, o Dark Passenger (que, na série, só é mencionado na segunda temporada), enquanto o Dexter em si fica de lado ou, como ele mesmo fala, “darkly dreaming”.
Isso é simplesmente FODA, ainda mais dentro do contexto do livro, porque o Ice truck killer é MUITO parecido com ele, a ponto de despertar essa suspeita na Laguerta e na Deborah.
E mais: como o Dexter fica “darkly dreaming” enquanto o Dark Passenger atua, ele mesmo começa a desconfiar de que ele seja o Ice truck killer e não saiba!
How cool is that?
Isso sem falar nas conseqüências que isso traz e reflete na segunda temporada da série, que muita gente não curtiu, naquele lance do Dexter não estar mais conseguindo matar, os sentimentos que despertam, etc. Isso tudo está relacionado com ele, o Dark Passenger e o seqüestro da Deborah no livro, que é TOTALMENTE diferente da série.
No mais, o livro e a série são muito parecidos em relação ao tom, ao clima, etc. Vale MUITO a pena, pra quem lê em inglês.
Ah, e, no livro, uma personagem CHAVE da série morre! Hhohohoho!

